Outro dia tinha uma EcoSport (prata DXX - ***6) na minha frente. Até aí, sem nenhum problema.
Problema devia ter quem comprou o carro e colocou 3 adesivos ridículos:
1o - I (coração) LIFE - não existe adesivo pior que esse! Eu amo a vida, que poético. Ama a vida mas odeia seu carro, é isso? Existe um pior: EU (coração) NYC.
2o - Crocodilo do Crocs - amigão, colou aquilo lá só pra falar que tá seguindo a modinha? Andar com o tamanquinho de borracha já não é suficiente?
3o - Maçã da Apple - um clássico dessa última geração de adesivos feios - Além de ter um iPod/iPhone/iMac, o infeliz quer mostrar pra todo mundo, que bacana! Quase não gosta de ostentar.
Os 3, um embaixo do outro. Além de não saber escolher, também não separou. Pelo menos iria ficar menos feio.
Devia colocar alguns outros pra acabar de enfeitar o carro. São eles:
Deus é fiel; rastreado por fofoqueiros; Estância Alto da Serra; cameleão (Chiclete com Banana); o Senhor é meu pastor e nada me faltará; meu outro carro é uma Ferrari; e por último: não sou dono do mundo, mas sou filho do dono.
Ficaria genial!
segunda-feira, 31 de março de 2008
Haja mau gosto!
elaborado por Moco às 5:44 PM
sexta-feira, 28 de março de 2008
Vá pro exército e pegue geral!
Pra quem ainda não tinha visto esse vídeo, vale a pena. Não pela qualidade das imagens, muito menos pra tentar entender o que é falado.
Vale apenas pra mostrar a grande idiotice da mensagem passada.
elaborado por Moco às 12:00 PM
Transição, por Wilson Jacob Filho
Como é de costume, segue mais um texto extraído da Folha.
Vivemos uma incomparável mudança do perfil etário da população, no qual temos cada vez menos crianças e jovens e cada vez mais idosos. Em decorrência, inúmeras outras modificações estão ocorrendo, como novas demandas aos sistemas de saúde, turismo e educação.
Esse conjunto de transformações é denominado "transição demográfica" e reflete a importância deste momento para a sociedade atual e para as futuras, as quais terão como desafio a necessidade de uma adaptação de todos a essa nova realidade. Obviamente, esse processo acontecerá progressivamente, mas nem por isso deverá ocorrer sem a nossa vigilância e a nossa participação ativa. Haveremos de estar atentos todas as vezes em que se cometerem impropérios nesse setor. Vou citar dois exemplos, ocorridos em uma mesma manhã de domingo, para demonstrar quão freqüentes ainda são. Diante de uma platéia em êxtase, o locutor, entusiasmado, pergunta aos participantes: "Tem criança aqui?" Milhares de mãos se erguem e, independentemente da idade, as vozes proclamam um sonoro "sim". Em voz ainda mais alta, vem a segunda pergunta: "Tem velho aqui?" As mãos oscilam com o indicador em riste e ouve-se um enfático "não". Repete-se a pergunta final e aumenta ainda mais o som da resposta. Termina o espetáculo. Indignado, fiquei a meditar sobre o episódio. Não há por que duvidar dos bons interesses do animador. Certamente, ele quis mostrar como é revigorante participar ativamente de uma cerimônia como aquela. O que lastimo é a necessidade de condenar a velhice a uma condição indigna, que deve ser banida de um ambiente saudável. Foi divagando sobre o ocorrido que resolvi ler a correspondência acumulada na semana. Chamou-me atenção um convite, sofisticado e colorido, divulgando que, nos próximos dias, ocorrerá o encontro dos adeptos da "medicina antienvelhecimento". No programa, temas e pesquisadores de grande relevância em meio a um grupo de interesseiros cujo principal objetivo é confundir os incautos, propondo-lhes a fonte da eterna juventude. Curiosamente, conheço muitos deles e constato que nem com eles mesmos essas mentiras conseguem ser aplicadas. Sua aparência denota que o tempo não lhes poupa das suas naturais conseqüências. Observei que os fatos se conectam.
Se, por um lado, continuarmos a permitir que o processo natural de envelhecimento seja negado e, por outro, aceitarmos as argumentações dos falsos profetas, que apregoam erroneamente que os conceitos da geriatria e da gerontologia sejam usados como medidas "antienvelhecimento", perpetuaremos o paradigma de que a velhice é uma doença que deve ser combatida com tratamentos caríssimos sem respaldo científico. Mas, se nos respaldarmos nas evidências responsáveis, teremos as bases para constituir um grande movimento que marcará uma posição vanguardista na luta "pró-envelhecimento saudável".
Dessa forma, espero que, em breve, possamos ouvir a multidão respondendo à pergunta "tem velho aqui?" com um vigoroso "SIM", de quem, a despeito da idade, goza da plenitude da sua capacidade funcional, ciente das suas características físicas e intelectuais de quem soube envelhecer.
Wilson Jacob Filho, professor da FMUSP e diretor do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas.
É o autor de "Atividade Física e Envelhecimento Saudável" (ed. Atheneu)
wiljac@usp.br
Wilson escreve a cada 21 dias (5as feiras) na Folha de S.Paulo, no suplemento Equilíbrio.
elaborado por Moco às 11:15 AM
quarta-feira, 26 de março de 2008
Troca rápida
Finalmente o BBB acabou!
Ponto "positivo" (menos negativo): as pessoas voltarão a falar de novelas. Não que seja algo ideal para se conversar, mas já é um assunto excelente para alguém que odeia o poeta Bial.
Ponto negativo: o BBB será substituído por um programa igual ou pior que ele, Casseta e Planeta.
Uma salva de palmas para a emissora!
elaborado por Moco às 12:51 PM
terça-feira, 18 de março de 2008
Triste caminho da música
Em uma semana li duas notícias que me deixaram realmente preocupado com o futuro da molecada...
"O ritmo mais tocado é o axé. Músicas como: 100% você, Bola de Sabão e Sou Solteiro, não podem faltar nas festas"
"Mc Créu é o lider das paradas"
Como existem pessoas que ainda gostam do pior ritmo musical do mundo? Axé/pagode deveriam ser proibidos de tocar em qualquer lugar, não há coisa pior, aliás, há!
A infernal música do Créu...Créééééu.....Cré Cré Cré Cré Cré, Crééu....
Se já irrita ler, imagina escutar.
Mas nem tudo está perdido. Pelo menos daqui a um mês, ninguém mais vai ter saco pra escutá-la, igual o "tema" do Tropa de Elite: Parapapapapapa ClacBum!
Igualmente insuportável!
Pior que isso tudo, só a música do Ursinho Pimpão.
Pra compensar todo esse lixo, vou ter que escutar um cd inteiro do Tim Maia...
elaborado por Moco às 6:01 PM
quinta-feira, 13 de março de 2008
Alonso x Hamilton x Massa x Nelsinho
Ano novo, pilotos novos...literalmente!
A 3 dias de mais um ínicio da temporada da Fórmula 1 e da estréia do Nelsinho, o mundo inteiro, eu inclusive, tentaremos adivinhar quem serão os "finalistas" de 2008.
Certamente, Räikkönen não vai chegar lá. Digo certamente, não por eu ter grande experiência com F1, aliás, tenho pouca, mas baseado no que aconteceu no ano passado, o "Homem de Gelo", vai comer poeira. Ok, ele foi o campeão. Mas não seria se dependesse da sua própria competência. Hamilton no seu 1o ano, já fez mais estragos.
São grandes as chances da classficação final ficar na mesma ordem do título (dessa postagem).
Porque?
Alonso voltou pra "casa". Está aonde quer, com quem quer, com o carro que sempre quis. A combinação de: torcida espanhola + Briatore + lembrança do bi, o faz dormir mais tranquilo.
Hamilton vai dar trabalho, de novo. Por falta de experiência, em 2007, jogou fora o ano inteiro através de três corridas. Bélgica, China e Brasil.
Massa, diferente do Rubinho e do Nelsinho (um não faz nada e o outro tem muito pra fazer), está na empolgação. Isso já basta.
E o Nelsinho, se depender da mídia (ele querendo ou não) terá que mostrar serviço, afinal, não é sempre que o filho de um ex-campeão entra na F1.
Porque tratando-se de família, Christian Fittipaldi foi um fiasco!
Infelizmente pro Senna, não deu tempo de transformar o Senninha do papel pro "ao vivo e a cores". Uma pena
Agora, resta só preparar o kit F1:
- sofá ou cadeira de bar confortáveis
- animação
- cerveja gelada ou café (pras corridas de madrugada)
Se possível também, uma bela companhia feminina. Algo quase impossível de acontecer, uma vez que elas "amam" corridas, ainda mais de carros. Mas não custa tentar convencer a mulher.
é isso!
elaborado por Moco às 8:51 PM
Diabo veste aqui!
Estava passando pelo cruzamento da João Cachoeira x Tabapuã quando escuto um vendedor, da sua barraca montada, com essa fabulosa visão de marketing:
- Diabo não veste Prada! Diabo veste aqui!
- Veste Prada, Luis Vitôm
- Vista!! E fique igual a sua...
-...CHEFE!
elaborado por Moco às 7:34 PM
quarta-feira, 12 de março de 2008
Como ter 62 bilhões de dólares?
Todos que viram o ranking da Forbes, das pessoas mais ricas do mundo, devem ter se perguntado: Como conseguir US$ 62bi?
Certamente, não é algo muito fácil de se ganhar.
Mas o cabeça da lista, Warren Buffett, 77, se baseia em algumas "regras" para ter chegado a essa quantia. Eis duas delas:
"Não é que eu queira o dinheiro. O mais divertido é ganhá-lo e vê-lo crescer"
"Deixarei para meus filhos o suficiente para que ele possam fazer qualquer coisa, mas não tanto que eles não queiram fazer nada"
Talvez ele saiba algo sobre como "fazer" dinheiro.
Basta não se apegar tanto ao dinheiro e deixar pouca coisa pros filhos. Simples!
Leia mais sobre Buffett, aqui.
Veja o ranking.
(torço para que ninguém venha parar aqui com alguma dúvida sobre o título)
elaborado por Moco às 5:25 PM
sexta-feira, 7 de março de 2008
Rápida e curta
Seal vai fazer dois shows em São Paulo.
Dias 26 e 27 deste mês, no Tom Brasil, que será reinaugurado com o nome de HSBC Brasil.
Muda o nome, fica o espaço ridículo entre as mesas.
Pra ver o show, gaste entre r$200 e 400.
elaborado por Moco às 4:53 PM
quarta-feira, 5 de março de 2008
Separe da sua mulher e tenha US$ 6bi
Eike Batista faz sua estréia no ranking da Forbes, dos homens mais ricos do mundo. Ok, bom pra ele! Deve ter alguma graça ser o mais rico do mundo no setor de mineração.
Sortudo é o filho mais velho, que dias atrás ganhou R$20mil pra começar a brincar na bolsa.
E burra foi a Luma, que se ainda tivesse casada com o carioca, podia torrar parte dos US$6bi que ele tem...
Se vc não faz idéia de quem ele seja, clique aqui.
elaborado por Moco às 8:55 PM
Nossas mochilas, por Wilson Jacob Filho
"Estou cansado o tempo todo. Sinto-me um velho." Ouço queixas como essa todos os dias, vindas de pessoas com menos de 40 ou mais de 80 anos. Excetuando-se as que raramente apresentam uma causa orgânica para justificar seus sintomas, como um órgão insuficiente ou uma condição anormal, as demais se baseiam na sua percepção de desânimo. Não pretendo discutir os distúrbios de humor. Não há espaço para isso nem é este o local adequado. Mais oportuno será tentar entender o que se esconde por trás da assertiva inicial.
Primeiramente, há que se criticar essa imprópria correlação entre a falta de vigor e a faixa etária, visto que grande parte dos idosos mostra-se disposta a realizar suas atividades praticamente todos os dias. Mais importantes, porém, são as considerações que se seguem ao simples questionamento sobre as causas do desconforto. A maioria justifica o cansaço como decorrente dos inúmeros compromissos assumidos, que constituiriam "uma carga insuportável". Fazem muitas coisas de que não gostam e raramente fazem algo que escolheram. À pergunta "qual atividade lhe dá prazer realizar?", segue-se um profundo silêncio, quebrado apenas pelas costumeiras desculpas, como "não tenho tempo para fazer o que gostaria" ou "se eu não fizer tudo isso, não há quem faça".
Os cronicamente cansados são incapazes de juntar prazer ao seu cotidiano. Em verdade, vejo-os arcados sob suas mochilas, sem atentar para o fato de que foram os responsáveis pelo que vai nelas. Quando iniciamos nossa jornada, independente de há quanto tempo, não levamos em conta quão longa ela poderia ser. É cada vez mais provável que seja mais duradoura do que a dos nossos pais e ainda mais longa que a dos nossos avós. Isso requer atenção naquilo que colocaremos nas costas para carregar pela vida afora. É compreensível que nos preocupemos em guardar o que nos poderá ser útil, mas freqüentemente nos surpreendemos acumulando tudo o que passa diante dos nossos olhos. Com isso, a mochila vai ficando mais pesada. Logicamente podemos esvaziá-la, mas, em geral, somos impedidos por temores decorrentes da nossa expectativa de "segurança plena". A melhor síntese dessa dificuldade se encontra nas divagações de Mr. Harry, em "O Retrato de Dorian Gray", de Oscar Wilde, que, tentando explicar as incoerências da sociedade ao jovem, considerou: "Quantas coisas não atiraríamos fora se não tivéssemos receio de que alguém as apanhasse e fizesse bom uso delas". Que bobagem! O prazer não é competitivo.
O fato de que os outros o têm não significa que ele não possa ser nosso. Concluindo, a mochila não precisa estar atulhada de artifícios que garantam a felicidade eterna. O que realmente faz a diferença, quando grande parte do trajeto já foi percorrida, é o vigor adquirido na jornada. Não apenas o vigor físico, que nos permita a independência, mas principalmente o vigor emocional de quem aprendeu muito no caminho e vai poder utilizar toda a experiência acumulada para superar as dificuldades que o tempo progressivamente nos impõe. Quem chegar lá na frente com uma mochila leve, repleta de histórias para contar, certamente estará fazendo uma agradável viagem.
Wilson Jacob Filho, professor da FMUSP e diretor do Serviço de Geriatria do Hospital das Clínicas.
É o autor de "Atividade Física e Envelhecimento Saudável" (ed. Atheneu)
wiljac@usp.br
Wilson escreve a cada 21 dias (5as feiras) na Folha de S.Paulo, no suplemento Equilíbrio.
elaborado por Moco às 7:27 PM

