Relato de uma conversa que tive com Julio dos Santos Pereira, o Julião...
Julião era um cara muito tranqüilo, da paz, tava sempre de boa. Algo difícil de imaginar pra alguém mede algo em torno de 1,87, pesa uns 125,130 quilos e calça 44...Se existe lutador de sumo negro, esse é o Julião...Sim, ele é imenso, ou melhor...é muito gordo!
Trabalhador, honesto, sempre na correria, vez ou outra já pensou em dar perdido em algum playba que encontrasse na rua. Caminho mais fácil e tranqüilo do que ter de esperar 30 dias pra ganhar a porra de um salário. Se quisesse mesmo, ele conseguiria. Ta certo que vai ser difícil encontrar algum em São Miguel Paulista, mas quem procura, acaba achando.
Aí um dia ele me disse:
- Alemão (por ser loiro me chama assim), se um dia eu tromba com um mano de fone branco no ouvido, viiish, sem chance, já vô logo enquadrando o otário e arrancando tudo. E já era, perdeu boy!
- Pra que Negão? Assaltar alguém só por ter um fone branco? Fone branco é moda, quem tem um desses não é certeza que tá com um ipod. Que besteira...
- Truta, ce não tá me entendeno, todo mundo faz parte da moda e tem a sua moda. E eu? Hein? E eu mano? Vô fica de fora porque? Sô trabalhador, filho do Senhor Jesus. Um dia ainda vô tê um desses.
Que deu dó, deu. Ver um cara triste e puto ao mesmo tempo, por não ter um par de fones. O problema não é o ipod, que isso duvido que ele saiba o que seja, o problema é a merda do fone. Capaz até de ele usar sem nada, pq se não tem grana pra comprá-los, imagine pra ter um walkman qualquer...
Continua...
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Eu e o Julião, parte I
elaborado por Moco às 12:10 AM
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Um comentário:
Uau...
agora sim intelecto igual ao seu é notavelmente incomparavel!
até posição politica vc está registrando...
p.s. DALE CRUZADINHA!
beijo
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